O ex-jogador de futebol profissional e entregador de aplicativo William Daniel da Silva, de 26 anos, conhecido como "Negueba", foi assassinado a tiros na noite do último domingo (23), no bairro Planalto, Zona Oeste do município de Natal.
O que Aconteceu e o Histórico da Vítima
De acordo com relatos de testemunhas e dados colhidos pelas forças de segurança pública:
- O Ataque durante o Trabalho: William estava em serviço realizando entregas pela plataforma iFood quando foi interceptado por homens armados em um veículo de passeio. Os suspeitos efetuaram múltiplos disparos de arma de fogo contra o entregador e fugiram em seguida.
- Socorro Médico e Óbito: Pessoas que transitavam pelo local acionaram o atendimento de urgência. A vítima foi socorrida e transportada a um hospital da capital, porém não resistiu à gravidade dos ferimentos e teve o óbito confirmado.
- Carreira no Futebol Profissional: No âmbito esportivo potiguar, William "Negueba" atuou profissionalmente pelo Riachuelo Atlético Clube durante a disputa do Campeonato Potiguar da Segunda Divisão em 2021, conciliando posteriormente a rotina de entregador autônomo para o sustento familiar. Amigos e parentes ressaltaram que ele não possuía envolvimento com atividades ilícitas.
Investigação Policial em Andamento
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil instaurará o inquérito policial para apurar a autoria e a motivação do crime. As equipes buscam imagens de câmeras de segurança instaladas nas imediações da rua onde ocorreu o ataque para identificar o modelo e as placas do automóvel utilizado pelos executores.
O Contexto Jurídico: Homicídio Qualificado, Perícia e Investigação de Execução
Sob a ótica do Código Penal e do Direito Processual Penal brasileiro:
- Homicídio Qualificado (Artigo 121, § 2º, Incisos II e IV, do Código Penal): A execução de surpresa praticada em via pública contra trabalhador em serviço constitui homicídio qualificado por emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, com pena abstrata de 12 a 30 anos de reclusão.
- Requisição de Câmeras e Prova Pericial (Artigo 6º do Código de Processo Penal): A autoridade policial recolherá o histórico de rota do aplicativo, registros de chamadas do celular e imagens de circuitos privados de monitoramento para reconstituir a dinâmica da abordagem e traçar o trajeto de fuga do veículo suspeito.
- Colaboração Cidadã via 181: A população pode fornecer informações sigilosas e anônimas sobre o veículo ou os suspeitos envolvidos por meio do Disque Denúncia 181 da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED/RN).


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