O assassinato de Miguel Cabral Nasser (49 anos), ex-prefeito de São Pedro/RN (gestões 2017–2024), foi um dos crimes de maior repercussão no início de 2025 no Rio Grande do Norte, ocorrido em uma área nobre da capital.
O que aconteceu
Na noite de 3 de fevereiro de 2025, Miguel Cabral estava em um estabelecimento comercial (cigarreira) no Largo do Atheneu, no bairro Petrópolis, zona leste de Natal.
Criminosos armados se aproximaram a pé e efetuaram múltiplos disparos contra o ex-prefeito. Miguel foi atingido em diversas partes do corpo e chegou a ser socorrido para um hospital particular próximo, mas não resistiu aos ferimentos. Outras duas pessoas que estavam no local sofreram ferimentos nas pernas e sobreviveram.
As investigações e prisões
A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do RN assumiu o caso e identificou a dinâmica por câmeras de segurança:
Prisão dos executores: Em operações integradas entre fevereiro e abril de 2025, as polícias civis do RN, Pernambuco e Ceará prenderam quatro suspeitos apontados como executores materiais do ataque (localizados em Olinda/PE e Aracati/CE).
Linha de investigação e mandantes: As apurações avançaram sobre disputas patrimoniais, de herança e possíveis mandantes ligados ao entorno do político, além do cumprimento de mandados de busca com apreensão de fuzis, pistolas e valores em espécie.
O Contexto Jurídico: Homicídio Qualificado e Perigo Comum
Homicídio Qualificado e Lesão Corporal (Artigo 121, § 2º, IV, do CP): A ação foi enquadrada como homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de concurso com as lesões causadas aos sobreviventes.
Concurso de Pessoas e Organização Criminosa: O planejamento conjunto e a atuação em grupo atraem a responsabilização dos executores e mandantes sob a Lei de Organização Criminosa (Lei nº 12.850/2013).
Competência: O julgamento dos envolvidos será submetido ao Tribunal do Júri da Comarca de Natal.


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