Estudo aponta que 92% dos policiais mortos no RN estavam fora do horário de expediente - ROTA DO CRIME RN

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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Estudo aponta que 92% dos policiais mortos no RN estavam fora do horário de expediente



Um estudo realizado pelo Observatório da Violência Letal Intencional do Rio Grande do Norte (Óbvio) revelou uma realidade alarmante sobre a segurança pública no estado. Entre os anos de 2012 e 2017, 92% dos agentes de segurança mortos no RN foram assassinados fora do seu horário oficial de expediente.

O levantamento evidencia a vulnerabilidade contínua desses profissionais no cotidiano civil, mesmo quando não estão formalmente em serviço ativo.

Distribuição das Mortes por Corporação

No período analisado, o estado contabilizou um total de 65 agentes de segurança mortos:

  • Policiais Militares: 47 vítimas

  • Policiais Civis: 8 vítimas

  • Guardas Civis: 5 vítimas

  • Agentes Penitenciários: 5 vítimas

Circunstâncias das Ocorrências Fora do Expediente

Das 65 mortes violentas registradas, 60 ocorreram fora do período oficial de trabalho. Essas ocorrências dividem-se principalmente em dois cenários:

  1. Reação a Ações Violentas (32 agentes): Ocorreram ao reagirem a crimes comuns, como assaltos, ao tentarem intervir em abordagens criminosas ou quando suas identidades funcionais foram descobertas por criminosos.

  2. Atuação em Segurança Privada Informal (28 agentes): Mortes registradas enquanto os agentes exerciam atividades extras de vigilância ("bicos") para complementação de renda.

Em contrapartida, apenas 5 policiais morreram em serviço, decorrentes de confrontos diretos ou acidentes durante o cumprimento do expediente oficial na corporação.

O Contexto de Segurança Pública e Políticas de Proteção

Sob a perspectiva da gestão em segurança pública e do Direito Administrativo:

  1. Complementação de Renda e Risco Adicional: A dependência da atividade de segurança privada informal amplia a exposição do agente a ambientes de alto risco sem o devido aparato operacional das corporações.

  2. Medidas de Mitigação de Riscos: Os dados históricos fundamentam debates sobre valorização salarial, fortalecimento de inteligência para proteção de agentes, suporte psicológico e oferta de horários operacionais folgados (como diárias operacionais pagas pelo Estado) para substituir a atuação informal em vigilância privada.

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