Segunda maior cidade do Rio Grande do Norte lida com o desafio de frear crimes letais em regiões comerciais e periféricas.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) divulgou o mapa oficial da criminalidade letal no interior do estado, destacando as áreas mais vulneráveis de Mossoró. No Oeste potiguar, o município registra índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) que têm mobilizado de forma intensa o trabalho das polícias Civil e Militar, além do apoio do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP).
O relatório produzido pela Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análise Criminal (Coine) serve para reestruturar as estratégias de patrulhamento e os plantões investigativos na região. A dinâmica do crime em Mossoró apresenta forte ligação com execuções sumárias encomendadas por grupos criminosos rivais.
No topo das estatísticas do município figura o tradicional bairro Santo Antônio, considerado historicamente uma das localidades com maior incidência de homicídios e atentados da cidade. Logo ao lado, a região de Barrocas também desponta negativamente nos gráficos da Sesed, com recorrentes ocorrências ligadas ao tráfico de entorpecentes. Outro ponto que exige atenção constante das viaturas do 2º e do 12º Batalhão da PM é o complexo habitacional das Abolições (do I ao V), área de forte expansão residencial e comercial afetada por crimes contra o patrimônio e a vida.
A divulgação das áreas críticas de Mossoró reforça a necessidade de intensificar o cerco eletrônico e as barreiras policiais nas rotas de fuga da cidade. O avanço das investigações da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) local é visto como peça-chave para desarticular as lideranças criminosas que atuam nesses bairros.


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