Polícia Civil Investiga Facções que Coagem Provedores de Internet em Natal - ROTA DO CRIME RN

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sábado, 20 de junho de 2026

Polícia Civil Investiga Facções que Coagem Provedores de Internet em Natal



Organizações criminosas tentam impor monopólio de serviços de banda larga em comunidades da capital sob ameaça de vandalismo e extorsão.


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte abriu uma linha de investigação prioritária para desarticular uma nova modalidade de atuação das facções criminosas na capital potiguar. Organizações que controlam o tráfico de drogas em comunidades periféricas estão tentando monopolizar o fornecimento de internet banda larga, coagindo empresas legítimas e forçando moradores a contratarem serviços clandestinos ou ligados aos interesses do crime organizado.


O avanço das investigações aponta que o esquema envolve extorsão a pequenos provedores locais e o corte intencional de cabos de fibra óptica de grandes operadoras. Ao sabotar a infraestrutura das redes, os criminosos impedem a manutenção dos serviços e abrem espaço para empresas de fachada controladas por laranjas da facção.

Táticas de Coerção e Monopólio Territorial

O modus operandi segue uma cartilha de intimidação geográfica bem definida em bairros específicos da Região Metropolitana e periferias:

  • Sabotagem de Rede: Técnicos de empresas autorizadas pela Anatel são proibidos de entrar em determinadas ruas para consertar linhas cortadas, sob ameaça de morte ou retenção de veículos e ferramentas.

  • A "Taxa de Exploração": Provedores que já atuam nas comunidades são submetidos a cobranças de taxas mensais de segurança para continuar operando. Quem não aceita pagar o pedágio é expulso do território.

  • Controle de Informação: Além do lucro financeiro com as mensalidades da internet pirata, o controle da rede permite ao crime organizado monitorar ou desligar o sinal de regiões inteiras durante operações policiais, dificultando denúncias e a comunicação das forças de elite.

Reação da Segurança Pública

A Delegacia Especializada em Defesa dos Serviços Públicos (DDSP) e divisões de inteligência da Polícia Civil já cruzam dados técnicos de CNpjs e relatos anônimos de comerciantes para mapear os cabeças do esquema.


Operações de campo integradas com batalhões táticos da PM devem ser desencadeadas para garantir o direito de ir e vir dos operários de telecomunicações e restabelecer a legalidade do sinal nas áreas afetadas.


A tentativa das facções de ditar quem fornece internet em Natal mostra que o crime migrou para a exploração de serviços essenciais. Proteger a infraestrutura tecnológica das comunidades é urgente, pois o controle da conectividade é, acima de tudo, o controle do acesso à informação de milhares de famílias.


CRÉDITOS

Fonte da informação: BNews RN com apurações sobre os bastidores da segurança pública do RN.

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